
Vivendo um período introspectivo, percebi que havia me perdido de mim. Sol nascia, sol se punha e eu apenas vivia. INCONCEBÍVEL!!!Na boa, não sou adepta do ritmo “deixa a vida me levar, vida leva eu”, mas penso que cada atitude traz consigo consequências e que, por isso mesmo, é necessário ter responsabilidade com cada decisão tomada.
Então, li, ouvi, vi, falei, argumentei, duvidei, senti, em cada fase pensei e pensei, é mais ou menos assim que as coisas se processam dentro de mim e foi assim que eu resolvi me resgatar. Tava com saudade de mim mesma. Comecei, então, a vasculhar na memória tudo aquilo que já vivi, numa busca apressada das minhas próprias convicções, longe, muuuuuuito longe, das influências externas. Mergulhei em mim...me reencontrei! Isenta de dogmas, de interpretações alheias, de paixões temporárias, de qualquer outra coisa que não fosse minha, sentida e percebida por mim. A partir dos meus olhos, voltei ao eixo.
Entendi, sobretudo, que não sou a mesma de ontem quando, voltando à linha do tempo, não me enquadrei mais em vivências passageiramente prazerosas. Hoje sigo a vida pautada em princípios e não mais em prazeres furtivos, ou seja, gosto da solidez, do contínuo, do vínculo. Não me satisfaço com o superficial, supérfluo.
Já não sei mais viver desconsiderando o sacrifício de Deus, que deu a própria vida em favor de MIM! Não atribuo mais ao acaso as minhas vivências, creio que meu caminho é encadeado pelas minhas escolhas e frutos dessas mesmas escolhas. Estou convicta de que é preciso ler a própria história, sem descartar sequer uma vírgula, entender cada capítulo, cada clímax, sentir todas as catarses, reescrever o que for necessário, sem culpa e sem medo.
Estou absolutamente certa de que sem Deus sou infeliz e que se busco ao Senhor através da religião sou igualmente infeliz. Descobri que eu sou eu quando tenho meu Deus Triuno, minha família, meus amigos, meus conhecimentos, meus gostos pessoais, em seus devidos lugares e me vejo com muito mais nitidez quando estou no centro da vontade de Deus.
No final deste arquivo, notei que com tantos “meus”, “minhas”, “eu”, cheguei ao ponto que queria: de volta a mim mesma!
"Os teus olhos são a luz do teu corpo. Se eles forem bons, todo o teu corpo terá luz; mas se eles forem maus, todo o teu corpo será tenebroso. Se, pois, a luz que há em ti são trevas, quão grande não serão essas mesmas trevas!" (Mt, 6:22-23.)