segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eu te amo...não diz tudo!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?


A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.


Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,


Que zela pela sua felicidade,

Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,


Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,

E que dá uma sacudida em você quando for preciso.


Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,


É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,

E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade

em copo d'água.


Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora

da discussão.


Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.

Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.


Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,

Sem inventar um personagem para a relação,

Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.


Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;

Quem não levanta a voz, mas fala;

Quem não concorda, mas escuta.


Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

...


Vivendo um período introspectivo, percebi que havia me perdido de mim. Sol nascia, sol se punha e eu apenas vivia. INCONCEBÍVEL!!!Na boa, não sou adepta do ritmo “deixa a vida me levar, vida leva eu”, mas penso que cada atitude traz consigo consequências e que, por isso mesmo, é necessário ter responsabilidade com cada decisão tomada.
Então, li, ouvi, vi, falei, argumentei, duvidei, senti, em cada fase pensei e pensei, é mais ou menos assim que as coisas se processam dentro de mim e foi assim que eu resolvi me resgatar. Tava com saudade de mim mesma. Comecei, então, a vasculhar na memória tudo aquilo que já vivi, numa busca apressada das minhas próprias convicções, longe, muuuuuuito longe, das influências externas. Mergulhei em mim...me reencontrei! Isenta de dogmas, de interpretações alheias, de paixões temporárias, de qualquer outra coisa que não fosse minha, sentida e percebida por mim. A partir dos meus olhos, voltei ao eixo.
Entendi, sobretudo, que não sou a mesma de ontem quando, voltando à linha do tempo, não me enquadrei mais em vivências passageiramente prazerosas. Hoje sigo a vida pautada em princípios e não mais em prazeres furtivos, ou seja, gosto da solidez, do contínuo, do vínculo. Não me satisfaço com o superficial, supérfluo.
Já não sei mais viver desconsiderando o sacrifício de Deus, que deu a própria vida em favor de MIM! Não atribuo mais ao acaso as minhas vivências, creio que meu caminho é encadeado pelas minhas escolhas e frutos dessas mesmas escolhas. Estou convicta de que é preciso ler a própria história, sem descartar sequer uma vírgula, entender cada capítulo, cada clímax, sentir todas as catarses, reescrever o que for necessário, sem culpa e sem medo.
Estou absolutamente certa de que sem Deus sou infeliz e que se busco ao Senhor através da religião sou igualmente infeliz. Descobri que eu sou eu quando tenho meu Deus Triuno, minha família, meus amigos, meus conhecimentos, meus gostos pessoais, em seus devidos lugares e me vejo com muito mais nitidez quando estou no centro da vontade de Deus.
No final deste arquivo, notei que com tantos “meus”, “minhas”, “eu”, cheguei ao ponto que queria: de volta a mim mesma!

"Os teus olhos são a luz do teu corpo. Se eles forem bons, todo o teu corpo terá luz; mas se eles forem maus, todo o teu corpo será tenebroso. Se, pois, a luz que há em ti são trevas, quão grande não serão essas mesmas trevas!" (Mt, 6:22-23.)